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Hotelaria paulista cresce em fevereiro e atinge ocupação de 53,41% com RevPar em alta
A hotelaria paulista registrou um desempenho sólido em fevereiro de 2026, consolidando uma trajetória de crescimento equilibrado. Com uma taxa de ocupação de 53,41% e um RevPar de R$ 285,28, o setor demonstra resiliência em um período de transição entre as férias de verão e a retomada plena do calendário corporativo.
Principais indicadores de fevereiro de 2026
Os dados divulgados pela ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo) revelam que o setor conseguiu ajustar sua rota de forma eficiente. O RevPar (Receita por Quarto Disponível) apresentou crescimento, impulsionado pela melhoria na taxa de ocupação, compensando a leve oscilação negativa na diária média.
| Indicador | Resultado (Fev/2026) |
|---|---|
| Taxa de Ocupação | 53,41% |
| Diária Média | R$ 534,14 |
| RevPar | R$ 285,28 |
| Funcionários por Unidade Habitacional (UH) | 0,58 |
Desempenho por segmento: Lazer e Corporativo
O cenário hoteleiro em São Paulo reflete a dualidade do estado. Regiões focadas em turismo de lazer, como o Litoral e o Circuito das Águas, observaram uma queda natural no volume de hóspedes pós-Carnaval. No entanto, essa redução na ocupação foi atenuada pela manutenção de diárias médias mais elevadas, preservando a rentabilidade dos empreendimentos.
Por outro lado, os destinos com vocação corporativa mantiveram expectativas estáveis, preparando-se para o reaquecimento das viagens de negócios. Essa diversificação entre o lazer e o corporativo é apontada como o principal fator de estabilidade para os hotéis paulistas durante o primeiro trimestre do ano.
Desafios operacionais e mão de obra
Um dos pontos de atenção para os gestores continua sendo a gestão de talentos. O setor ainda enfrenta desafios para compor equipes qualificadas, mas os números mostram sinais de otimização. O índice de funcionários por Unidade Habitacional (UH) subiu para 0,58, indicando um esforço das redes em melhorar o atendimento e a eficiência operacional para suportar a demanda crescente.
Perspectivas para março e sazonalidade
Para o mês de março, a expectativa é de uma retomada vigorosa da sazonalidade corporativa. Com o fim da alta temporada de lazer, o foco se volta para grandes eventos e congressos que movimentam a capital e o interior. Novos picos de demanda para o turismo familiar são previstos apenas para o feriado da Semana Santa, exigindo que o hotelero mantenha estratégias de precificação dinâmica para capturar ambos os públicos.
Saiba mais detalhes no relatório completo da Hotelier News.
